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Construção e reconstrução ou como descobir o seu carma
Como tenho pensado muito no que é finito, tenho também pensado naquilo que nos diferencia como pessoas, umas das outras. Penso que um pouco é saber o lugar que ocupamos no mundo, que não viemmo aqui a passeio, e que, para fazer valer a pena, já que o fim é inevitável, é importante pensar no papel que temos nessa encenação enorme, que não conhecemos o diretor e que o enredo muitas vezes parece confuso. Assim, com saber qual seu carma, qual sua missão?Me falaram uma vez que eu deveria observar o que se repete na minha vida; que situações parecem sempre uma espécie de dèjávu.Nem foi preciso pensar muito. Estou sempre construido/reconstruindo e muitas vezes descontruindo (alerta! desconstruindo, não destruindo!) coisas, meu carma então deve ser esse. Faço isso de forma literal, gosto de reformar, reciclar coisas; construí familia(que coisa mais cafona de se dizer rsrsrs)aliás, filhos eu estou "construindo"quatro: os três biológicos e uma que me foi enviada, só para comprovar a minha tese. E já me descontrui e reconstrui várias vezes. A última foi no ano passado. Uma cirurgia que me tirou mais do que um rim doente; retirou uma certa pasmaceira que vinha se instalando. As mudanças(as geográficas e as outras) também servem para aprimorar esses processos. Para deixar mais claro o meu carma, sou de escorpião: renascimento, morte, renascimento é coisa que todo escorpiano conhece bem. Por fim construo, desconstruo e reconstruo minha vida profissional, que vai bem, obrigada. Com isso aprendi(correção, estou aprendendo) que tudo isso faz parte de um processo. Não garante a vida terna, nas me deixa um bom saldo para a eternidade.
Escrito por escrito por NaNa às 15h30
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Bom dia pessoas! Faz muito tempo que não passo por aqui, para conversar com os amigos. Foi tanto tempo de "janela fechada", que muitos devem pensar que não moro mais aqui. Ultimamente tenho pensado muito na finitude das coisas. Um amigo disse queisso é inevitável com o passar do tempo. Só que as vezes parece que ele não passa, parece que escorre entre os dedos... E a sensação de que o fim é logo ali chegou com força este fim de semana. Perdemos um grande amigo. Não um amigo de longa data ,mas um amigo de datas longas.Amigo de chegar em casa e se derramar em carinhos e atenção. Amigo de quem a gente adota os filhos e adota os nossos, amigo de muitas conversas e silencios cheios de significado e aprendizado. Nosso amigo Valter, Teco para nós, era assim. Alguém que saboreava vida em goles ávidos e generosos. Alguém que sempre estava disposto a compartilhar o seu passeio pelos muitos mundos. Roraima, Brasilia, Estados Unidos ou Porto Nacional, qualquer lugar era seu lugar, porque ele era o lugar. Fica dessa pessoa querida, rica, generosa, a melhor tradução em pessoa que eu conheço: minha "sobrinha" Ashila, Yuri, Yugo , Zagma. Força queridos!
Escrito por escrito por NaNa às 09h47
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